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Prótese de Joelho: Quando é Indicada, Tipos, Recuperação e Alternativas

A prótese de joelho, também chamada de artroplastia de joelho, é uma cirurgia para tratar a dor intensa e a limitação de movimento causadas pelo desgaste da articulação, principalmente quando a artrose já está avançada. O cirurgião troca as partes danificadas do joelho por componentes artificiais, que devolvem o movimento e diminuem o atrito entre os ossos.

Quando a dor passa a limitar coisas simples do dia a dia, a prótese é uma solução eficaz para recuperar a qualidade de vida. Mas nem todo paciente precisa operar de imediato. Em muitos casos, ainda existem tratamentos que aliviam os sintomas e conseguem adiar a cirurgia, ou até evitá-la. Veja outros tratamentos aqui.

O que é prótese de joelho (artroplastia)

Na artroplastia, a articulação desgastada dá lugar a implantes artificiais, geralmente de metal e polietileno de alta resistência. A ideia é aliviar a dor e fazer o joelho voltar a funcionar.

Durante a cirurgia, o ortopedista prepara as superfícies danificadas do fêmur e da tíbia (em alguns casos, também da patela) e coloca os componentes da prótese no lugar delas. Juntos, eles formam uma nova articulação, mais estável e com menos atrito.

A artroplastia é considerada uma das cirurgias mais eficazes da ortopedia para aliviar a dor persistente, melhorar a mobilidade, corrigir deformidades e recuperar a capacidade de caminhar e de dar conta da rotina.

Quando a prótese de joelho é indicada

A prótese costuma ser indicada quando o desgaste da articulação já está avançado e o tratamento conservador não resolve mais. As situações mais comuns são:

  • Dor intensa e constante no joelho
  • Dificuldade para caminhar, subir escadas ou se levantar
  • Rigidez e perda de movimento
  • Deformidade no alinhamento da perna
  • Artrose avançada
  • Tratamentos como fisioterapia, remédios e infiltrações que já não fazem efeito

Na prática, a cirurgia entra em discussão quando a dor e a rigidez começam a atrapalhar o sono, o trabalho e a qualidade de vida, mesmo depois de tentar outros tratamentos.

A artrose é a causa mais comum, mas a prótese também pode ser indicada em casos de sequela de fratura, osteonecrose, desgaste acelerado da cartilagem e lesões antigas que deixaram a articulação deformada.

Nem todo paciente precisa operar imediatamente

Nos casos avançados, a prótese de joelho é segura e funciona bem. Isso não quer dizer que todo mundo precise partir direto para a cirurgia. Quando o desgaste ainda está numa fase intermediária, pode dar para melhorar a dor e o movimento com o tratamento certo e o acompanhamento de um especialista.

Os casos em que vale tentar outras opções antes de operar estão no nosso guia sobre como evitar a prótese de joelho e tratar sem cirurgia.

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Tipos de prótese de joelho

São dois tipos principais de cirurgia, e a escolha depende do padrão de desgaste e da estabilidade da articulação.

Prótese total de joelho

Troca a articulação inteira e é indicada quando o desgaste está mais espalhado ou atinge mais de um compartimento do joelho.

Prótese parcial de joelho

Substitui só a parte comprometida e preserva o que ainda está saudável. Costuma ser indicada quando o desgaste se concentra em uma região e o resto do joelho ainda funciona bem.

A escolha entre total e parcial é sempre individual. Ela leva em conta a idade, o alinhamento da perna, a estabilidade dos ligamentos e a extensão do desgaste.

Entenda em detalhes as diferenças entre prótese total e parcial

Como é a cirurgia de prótese de joelho

Em linhas gerais, o cirurgião remove as superfícies danificadas da articulação e prepara o osso para receber os implantes. Depois coloca os componentes de metal e o inserto de polietileno e, no fim, ajusta o alinhamento e a estabilidade do joelho.

O objetivo é recriar uma articulação que se movimenta com mais suavidade, dói menos e dá mais suporte para as atividades do dia a dia.

Em muitos casos, a internação dura poucos dias. Alguns pacientes já começam a andar com apoio nas primeiras 24 a 48 horas.

Recuperação da prótese de joelho

Boa parte do sucesso da cirurgia depende da recuperação.

Nos primeiros dias, o foco é controlar a dor, diminuir o inchaço e começar a movimentar o joelho cedo. A fisioterapia entra logo, e é com ela que o paciente recupera movimento e força. Esse trabalho inicial também estimula a circulação e diminui o risco de complicações.

Muitos pacientes andam com apoio em poucos dias e voltam às atividades aos poucos, ao longo de semanas. A melhora continua por meses, e a recuperação completa pode chegar a cerca de um ano.

Resultados esperados

A prótese de joelho tem alto índice de sucesso. Em geral, a dor diminui bastante, o joelho passa a funcionar melhor e o paciente ganha independência para caminhar. A qualidade de vida melhora junto.

É comum o paciente voltar a fazer coisas que não conseguia fazia anos.

Riscos e possíveis complicações

Como toda cirurgia, a prótese de joelho tem riscos, mas as complicações são pouco comuns. As principais são:

  • infecção
  • trombose (coágulos)
  • rigidez na articulação
  • dor persistente
  • soltura ou desgaste do implante com o tempo
  • lesões em vasos ou nervos (raras)

Com acompanhamento médico e uma reabilitação bem feita, esses riscos caem bastante.

É sempre necessário colocar prótese de joelho?

É uma das dúvidas mais comuns. A cirurgia é uma excelente solução nos casos avançados, mas nem todo paciente precisa operar logo.

A prótese costuma ficar como última linha de tratamento, para quando a dor é intensa, o joelho já está muito limitado e os outros tratamentos não dão mais resultado. Antes disso, muitas vezes dá para controlar a dor e melhorar a função do joelho com tratamentos sem cirurgia, desde que bem indicados.

Nas fases menos avançadas, algumas medidas podem ajudar:

  • fortalecimento muscular orientado
  • reeducação da marcha
  • controle de carga e do peso
  • infiltrações no joelho
  • ajustes nas atividades

O que mais pesa na decisão é uma avaliação individual, que mostra em que estágio está o desgaste e qual caminho faz mais sentido para cada pessoa.

Quando procurar avaliação especializada

Se você tem dor no joelho que não passa, dificuldade para caminhar, limitação em atividades simples ou já recebeu o diagnóstico de artrose, vale procurar um ortopedista especialista em joelho. Ele vai avaliar o grau de desgaste e discutir com você as melhores opções.

Às vezes a prótese é mesmo a melhor saída. Em outros casos, dá para melhorar bastante sem operar.

Antes de decidir pela prótese

A prótese de joelho é segura e eficaz quando o desgaste está avançado, mas a decisão de operar depende de cada paciente. O padrão de desgaste e o nível de dor mudam de um caso para outro, assim como o que cada pessoa quer voltar a fazer.

Por isso, o primeiro passo é uma avaliação com especialista. É ela que mostra se a cirurgia já é necessária ou se ainda existem alternativas, e qual tratamento traz mais benefício no longo prazo. Se você convive com dor no joelho e quer entender as opções, com ou sem cirurgia, comece por aí.

O Autor

Dr. Otávio Melo é médico ortopedista especialista em joelho na cidade de Belo Horizonte. Com uma abordagem que integra tratamentos inovadores e tecnológicos para a saúde ortopédica, atua na prevenção e tratamento de lesões.

Buscando sempre soluções menos invasivas e focadas na recuperação completa dos pacientes, sua experiência em medicina regenerativa é um diferencial para quem busca resultados duradouros.

Curriculum Resumido

  • Medicina – Faculdade de Ciências Médicas – Belo Horizonte – MG
  • Especialização em Cirurgia do Joelho – Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho
  • Pós Graduação – Dr. Lair Ribeiro
  • Mestrado em Medicina – Santa Casa de Belo Horizonte
  • Doutorado em Saúde Baseada em Evidências (Creditos) – UNIFESP 
  • Medicina Funcional Integrativa – Dr. Victor Sorrentino
  • Clínica da Dor – Hospital das Clínicas da UFMG
  • Medicina Regenerativa – UNICAMP
  • Fellowship em Cirurgia do Joelho – Hôpital de La Croix Rousse – Lyon – França
  • Residência em Ortopedia e Traumatologia – SBOT/MEC – Brasília-DF
  • Técnico em Química – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
  • SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • SBRATE – Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte
  • SBMEE – Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e Exercício
  • SBCJ – Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho
  • SMBTOC – Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque
  • SBPML – Sociedade Brasileira de Perícias Médicas e Medicina Legal
  • ESSKA – European Society of Sports Traumatology, Knee Surgery and Arthroscopy
  • ISAKOS – International Society of Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine
  • ICRS – International Cartilage Repair Society
  • AAOS – American Academy of Orthopaedic Surgeons
  • ABOOM – Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo
  • ABPMR – Associação Brasileira de Pesquisa em Medicina Regenerativa
  • SBRET – Sociedade Brasileirta de Regeneração Tecidual
  • SBLMC – Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia
  • ABUM – Associação Brasileira de Ultrassonografia Musculoesquelética
  • CEO do Instituto Regenius
  • Médico Ortopedista 
  • Segundo-Tenente Médico do Exército Brasileiro (R/2)
  • Ex-Professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Ex-Professor da Faculdade de Ciências Médias de Minas Gerais (CMMG) – Belo Horizonte / MG
  • Ex-Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB)
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