PRP no joelho: o que é o plasma rico em plaquetas e quando pode ser considerado

O PRP, ou plasma rico em plaquetas, é uma opção usada em algumas situações da ortopedia para auxiliar no controle da dor, da inflamação e da função articular. No joelho, costuma ser discutido principalmente em casos selecionados de artrose leve a moderada, tendinopatias e dores persistentes que não melhoraram de forma suficiente com medidas conservadoras.

Apesar de ser frequentemente associado ao termo “medicina regenerativa”, o PRP precisa ser entendido com cuidado. Ele não deve ser apresentado como uma solução definitiva para lesões no joelho, nem como garantia de regeneração da cartilagem. A resposta ao tratamento varia de acordo com o diagnóstico, o grau da lesão, a saúde geral do paciente, o preparo do material e a forma como o procedimento é indicado. Há literatura crescente sobre o uso do PRP na artrose leve a moderada do joelho, mas ainda existem dúvidas importantes sobre sua eficácia em diferentes condições.

Por isso, a indicação do PRP deve ser individualizada. Antes de considerar uma infiltração com plasma rico em plaquetas, é importante avaliar os sintomas, o exame físico, os exames de imagem, os tratamentos já realizados e as expectativas do paciente.

O que é PRP?

PRP é a sigla para plasma rico em plaquetas. O material é produzido a partir do sangue do próprio paciente. Durante o procedimento, uma pequena quantidade de sangue é coletada e processada em uma centrífuga, equipamento que separa os componentes do sangue. Depois desse processo, obtém-se uma fração do plasma com maior concentração de plaquetas, que pode ser aplicada na região indicada pelo médico.

As plaquetas são células conhecidas principalmente por sua participação na coagulação. Além disso, elas contêm fatores de crescimento e proteínas envolvidas em processos biológicos de reparo tecidual, resposta inflamatória e cicatrização. No PRP, essas plaquetas ficam mais concentradas do que em uma amostra comum de sangue. O PRP pode ter de 5 a 10 vezes mais plaquetas do que uma amostra sanguínea normal, dependendo do preparo utilizado. 

No contexto do joelho, o PRP pode ser aplicado dentro da articulação ou em estruturas específicas ao redor dela, como tendões e ligamentos, quando houver indicação. O objetivo não é simplesmente “colocar plaquetas no joelho”, mas tentar influenciar o ambiente local para reduzir sintomas e favorecer uma melhor função.

Como o PRP age no joelho?

O PRP age por meio da liberação de fatores de crescimento, proteínas e outras substâncias presentes nas plaquetas. Quando ativadas, essas plaquetas podem participar da modulação da inflamação e de respostas biológicas relacionadas ao reparo tecidual. Na osteoartrite, estudos iniciais indicam que o PRP pode ajudar no controle de dor e rigidez ao modular o ambiente articular e reduzir inflamação.

Na prática, o objetivo mais comum do PRP no joelho é melhorar sintomas, como dor, rigidez, limitação funcional e dificuldade para realizar atividades do dia a dia. Em alguns pacientes, a melhora pode ajudar na retomada gradual de exercícios, fisioterapia e fortalecimento muscular.

É importante reforçar que o PRP não deve ser visto como uma forma garantida de “criar cartilagem nova”. Ele alivia dor e rigidez em parte dos casos e, em pacientes selecionados com artrose inicial, estudos recentes de ressonância sugerem que pode favorecer a qualidade da cartilagem e ajudar a desacelerar o desgaste — mas não reconstrói de forma previsível o tecido já perdido nem “cura” a artrose.

Por isso, quando o PRP é indicado, ele geralmente faz parte de um plano maior de tratamento. Esse plano pode incluir fortalecimento, fisioterapia, controle de carga, ajuste de atividades, perda de peso quando necessária e acompanhamento médico.

Em quais casos o PRP no joelho pode ser considerado?

O PRP pode ser considerado em algumas situações específicas, sempre após avaliação médica. A indicação depende do diagnóstico e do perfil do paciente.

Artrose leve a moderada do joelho

A artrose do joelho é uma das condições em que o PRP tem sido mais estudado. Ela ocorre quando há desgaste progressivo da articulação, com alterações na cartilagem, no osso subcondral, na membrana sinovial e em outras estruturas do joelho.

Em casos leves a moderados, o PRP pode ser discutido como uma opção para tentar reduzir dor e melhorar função. Há literatura mostrando eficácia do PRP no tratamento da osteoartrite leve a moderada do joelho, embora ainda existam questões em aberto sobre os diferentes tipos de PRP e sua aplicação em outros contextos.

Isso não significa que todo paciente com artrose seja candidato ao PRP. Pacientes com artrose muito avançada, desalinhamento importante da perna, perda extensa de cartilagem ou limitação mecânica significativa podem ter resposta menor ou precisar de outras abordagens.

Dor persistente após tratamento conservador

O PRP também pode ser discutido quando o paciente mantém dor no joelho mesmo após medidas iniciais bem conduzidas. Essas medidas podem incluir fisioterapia, fortalecimento, ajuste de atividades, controle de peso, medicamentos e outras infiltrações, conforme cada caso.

Nessa situação, o PRP pode ser considerado como uma tentativa de controle dos sintomas antes de tratamentos mais invasivos. Ainda assim, é importante entender que a resposta não é garantida.

Tendinopatias ao redor do joelho

O PRP também é usado em algumas lesões de tendões, como tendinopatias crônicas. No joelho, isso pode incluir situações como tendinopatia patelar ou quadricipital, dependendo do quadro clínico e dos exames. O PRP pode ser usado em lesões de tendões, ligamentos, músculos e articulações, especialmente em condições crônicas que podem demorar mais para cicatrizar.

Nesses casos, o alvo da aplicação pode não ser a articulação em si, mas uma estrutura específica ao redor do joelho. Por isso, a avaliação médica e a precisão da aplicação são importantes.

Como decido indicar o PRP

A minha decisão pelo PRP começa antes mesmo da consulta — ela parte de um marco importante. Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina reconheceu formalmente o uso do Plasma Rico em Plaquetas para quatro situações específicas: artrose de joelho, lesão de menisco, discopatia lombar (o desgaste dos discos da coluna) e epicondilite lateral, o conhecido “cotovelo de tenista”. Esse reconhecimento tirou o PRP do terreno experimental e o colocou, com respaldo, dentro do arsenal terapêutico. É a partir dessa base que oriento minhas indicações.

Mas o raciocínio não termina na regra — ele começa nela. O PRP não preenche nem lubrifica a articulação como outros tratamentos; ele age por uma via biológica, entregando ao local uma concentração alta de plaquetas e dos fatores de crescimento que elas carregam, com o objetivo de estimular o reparo e modular a inflamação. Por isso, a primeira pergunta que faço em cada caso é: existe aqui um tecido com capacidade de responder a esse estímulo? É essa resposta que separa uma boa indicação de uma frustração anunciada.

Os fatores que analiso partem, como sempre, da história do paciente: qual é a queixa, há quanto tempo evolui, o que já foi tentado e qual o objetivo real de quem está à minha frente. Em seguida, olho para a natureza do problema e para a própria biologia da pessoa — idade, estado metabólico, tabagismo, qualidade do sono, nível de atividade física. Tudo isso influencia a capacidade de cicatrização, e o PRP trabalha com essa biologia, não contra ela.

O que pesa mais na decisão é a combinação entre a cronicidade do problema e a frustração com o que já foi tentado. O PRP raramente é minha primeira escolha para uma queixa recente e simples — muitas dessas se resolvem com medidas conservadoras. Ele ganha força justamente nos quadros que se arrastam: a artrose de joelho em fase inicial que quero tratar pela raiz biológica, a lesão de menisco que não cede, a dor da discopatia lombar, a epicondilite que não respondeu à fisioterapia. Nesses cenários, dentro das indicações reconhecidas, estimular o reparo faz mais sentido do que apenas silenciar o sintoma.

Há ainda uma categoria que trato com transparência: os usos fora das quatro indicações formais — o chamado uso off-label. A medicina é maior do que qualquer lista, e existem situações, como certas tendinopatias ou lesões musculares, em que a literatura mostra benefício e o PRP pode ser uma boa opção mesmo fora do rol reconhecido. Nesses casos, a conduta é clara: avalio a conveniência caso a caso, sempre em conjunto com o paciente, explicando o que a evidência mostra, quais são os limites e por que aquela indicação faz sentido para ele. A decisão nunca é minha sozinho — é compartilhada e consciente.

Por outro lado, opto por outro caminho quando a biologia joga contra o resultado. Em articulações muito degeneradas, com perda estrutural avançada, o PRP tem pouco tecido saudável para estimular — e ali outras estratégias tendem a entregar mais. Também recuo diante de dores cuja origem não é a lesão que o PRP trataria: quadros neurológicos, infecciosos ou inflamatórios sistêmicos pedem investigação e tratamento específicos. E quando a expectativa é a de uma solução imediata e única, alinho antes de qualquer aplicação: o PRP age no tempo da biologia, com melhora que se constrói ao longo de semanas — não é um analgésico instantâneo.

No fim, indicar o PRP é unir três coisas: o respaldo científico e regulatório, o reconhecimento de onde existe um reparo que vale a pena estimular, e uma conversa honesta com o paciente sobre o que esperar. Quando esses três elementos se encontram, a indicação deixa de ser uma aposta e passa a ser uma decisão bem fundamentada.

Casos em que o PRP pode não ser a melhor opção

O PRP pode ter resultado limitado ou não ser indicado em algumas situações, como:

  • artrose muito avançada;
  • deformidade importante no eixo da perna;
  • instabilidade ligamentar não tratada;
  • lesões mecânicas com bloqueio ou travamento;
  • infecção ativa;
  • alterações importantes da coagulação;
  • uso de medicamentos que aumentam risco de sangramento, conforme avaliação médica;
  • expectativa de “cura” da artrose apenas com a aplicação.

O médico pode precisar revisar medicamentos, como anticoagulantes e anti-inflamatórios, além do histórico de saúde, antes de indicar o procedimento.

Como é feita a infiltração de PRP no joelho?

A infiltração com PRP segue algumas etapas. O protocolo pode variar conforme o equipamento, o tipo de PRP preparado, a condição tratada e a conduta médica.

Em geral, o processo envolve:

  1. Avaliação médica
    O médico avalia o diagnóstico, o grau da lesão, os exames, os tratamentos já realizados e os objetivos do paciente.
  2. Coleta de sangue
    Uma pequena quantidade de sangue é retirada do próprio paciente.
  3. Processamento em centrífuga
    O sangue é colocado em uma centrífuga para separar seus componentes e concentrar as plaquetas em uma fração do plasma.
  4. Preparação do PRP
    A fração rica em plaquetas é separada e preparada para aplicação.
  5. Aplicação no joelho
    O PRP é injetado na articulação ou na estrutura indicada, como tendão ou ligamento.
  6. Orientações após o procedimento
    O paciente recebe instruções sobre repouso relativo, atividade física, medicações e sinais de alerta.

O PRP é preparado a partir de uma ou algumas amostras de sangue, processadas em centrífuga, e a aplicação pode ser guiada por ultrassom em alguns casos.

O procedimento precisa ser guiado por imagem?

Nem toda infiltração precisa obrigatoriamente ser guiada por imagem, mas o uso do ultrassom pode ajudar na precisão da aplicação. Isso é especialmente útil quando o alvo é um tendão, uma estrutura pequena ou uma região em que a precisão técnica seja mais importante.

No caso de infiltrações intra-articulares no joelho, a decisão sobre uso de imagem depende da anatomia do paciente, do objetivo da aplicação e da experiência do médico. O mais importante é que o procedimento seja feito com técnica adequada, material apropriado e indicação bem definida.

PRP no joelho dói?

A aplicação pode causar algum desconforto. O paciente pode sentir dor leve ou sensação de pressão durante a infiltração. Após o procedimento, também pode haver dor local, inchaço ou rigidez temporária.

O PRP pode causar dor e inchaço no início, já que estimula uma resposta semelhante a um processo de reparo, e esses sintomas podem durar um ou dois dias em alguns pacientes. 

Em geral, esse desconforto é temporário. Porém, é importante procurar orientação médica se houver sinais como febre, vermelhidão intensa, dor progressiva, secreção, piora importante do inchaço ou dificuldade acentuada para apoiar o pé.

Leia mmais sobre outros tipos de infiltração no joelho.

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Quanto tempo demora para o PRP fazer efeito?

O efeito do PRP costuma ser gradual. Diferente do corticoide, que pode trazer alívio mais rápido em alguns casos, o PRP geralmente é avaliado ao longo de semanas a meses.

Em estudos comparando PRP e corticoide para artrose do joelho, o corticoide pode apresentar melhor resposta inicial nas primeiras 4 a 6 semanas, enquanto o PRP costuma levar mais tempo para agir. Em muitos estudos, o PRP apresenta melhor desempenho entre 3 e 6 meses após o tratamento.

Uma forma prudente de explicar a evolução esperada é:

Período

O que pode acontecer

Primeiros dias

Dor local, inchaço leve ou desconforto temporário

2 a 6 semanas

Alguns pacientes começam a perceber melhora gradual

3 a 6 meses

Período em que muitos estudos avaliam melhora de dor e função

6 a 12 meses

Em alguns pacientes, o benefício pode se manter, mas não é garantido

Muitos pacientes com artrose do joelho tratados com PRP referem alívio por 6 a 12 meses, mas isso não deve ser interpretado como promessa de resultado para todos.

Quantas aplicações de PRP são necessárias?

Não existe um protocolo único para todos os pacientes. Alguns tratamentos usam uma aplicação. Outros podem usar duas ou três aplicações, com intervalos definidos pelo médico.

A decisão depende de fatores como:

  • diagnóstico;
  • grau da artrose ou da lesão;
  • intensidade dos sintomas;
  • resposta a tratamentos prévios;
  • tipo de PRP preparado;
  • objetivo do tratamento;
  • evolução após a primeira aplicação.

Como os protocolos variam entre estudos e serviços, é importante evitar promessas rígidas. O número de aplicações deve ser definido após avaliação individual.

PRP regenera a cartilagem do joelho?

Por muito tempo a resposta a essa pergunta foi um “não” categórico. Hoje, o cenário é mais nuançado. Em pacientes selecionados, com artrose em fase inicial a moderada, alguns estudos com ressonância magnética de última geração — capaz de medir a própria composição da cartilagem — observaram melhora na sua qualidade e sinais de desaceleração do desgaste após o PRP. Isso sugere que, no terreno certo, o PRP pode ir além de aliviar a dor e chegar a influenciar o próprio tecido.

Ainda assim, é preciso transparência sobre o alcance disso. A evidência é promissora, mas ainda inconsistente: os estudos variam muito entre si, e as análises científicas de maior peso recomendam que o PRP não seja indicado com a promessa de regenerar cartilagem. Na prática: em casos bem escolhidos, o PRP pode melhorar o ambiente da articulação e talvez contribuir para preservar a cartilagem — mas não reconstrói o que já se perdeu, não “cura” a artrose e não substitui o desgaste por tecido novo de forma garantida.

Além disso, em pacientes com artrose, a dor e a perda de função não dependem apenas da cartilagem. O quadro pode envolver inflamação, alterações ósseas, sobrecarga, fraqueza muscular, desalinhamento, rigidez e alterações no menisco. Por isso, uma infiltração isolada dificilmente resolve todos os componentes do problema, e o PRP deve ser entendido como uma ferramenta para controle de sintomas e melhora funcional em pacientes bem selecionados — não como um regenerador com efeito assegurado.

Quais são os riscos e efeitos colaterais do PRP?

Como o PRP é feito a partir do sangue do próprio paciente, o risco de rejeição ou reação alérgica tende a ser baixo. Ainda assim, isso não significa que o procedimento seja isento de riscos.

Os efeitos mais comuns incluem:

  • dor no local da aplicação;
  • inchaço temporário;
  • sensação de pressão no joelho;
  • rigidez nos primeiros dias;
  • hematoma;
  • piora transitória da dor.

Complicações como infecção, sangramento, lesão de tecidos ou irritação de estruturas próximas são raras, mas possíveis em qualquer procedimento com agulha. Os riscos associados ao PRP são mínimos, embora possa haver aumento de dor no local da aplicação, e problemas como infecção, dano tecidual e lesão nervosa parecem não ser diferentes dos riscos associados a infiltrações com corticoide.

A técnica adequada, o ambiente apropriado, o cuidado com esterilidade e a indicação correta ajudam a reduzir riscos.

Quem pode se beneficiar mais do PRP no joelho?

O PRP tende a ser mais discutido em pacientes com:

  • artrose leve a moderada;
  • dor persistente apesar de tratamento conservador;
  • boa mobilidade articular;
  • sintomas compatíveis com inflamação ou sobrecarga articular;
  • interesse em tentar controle de sintomas antes de opções mais invasivas;
  • disposição para manter fisioterapia, fortalecimento e mudanças de carga.

O PRP costuma ser mais indicado para pessoas com osteoartrite leve a moderada.

Mesmo nesses casos, a resposta pode variar. Dois pacientes com o mesmo grau de artrose podem ter resultados diferentes, porque dor no joelho depende de muitos fatores: força muscular, peso corporal, alinhamento, padrão de atividade, sono, doenças associadas e sensibilidade individual à dor.

O que observo na prática com o PRP

Depois de acompanhar muitos pacientes tratados com PRP, alguns padrões se repetem com uma consistência que a estatística dos artigos nem sempre captura. Compartilho aqui o que a experiência me mostrou — não como regra absoluta, mas como aquilo que vejo acontecer, caso após caso.

Os pacientes que respondem melhor ao PRP costumam ter um denominador comum: um tecido com o que regenerar e um corpo em condições de fazê-lo. Na prática, isso se traduz em quadros iniciais a moderados, tratados antes que a degeneração avance demais — a artrose de joelho no começo, a lesão que ainda não cronificou por completo, a epicondilite que persiste mas não destruiu o tendão. Nesses casos, o PRP encontra terreno fértil. Já observei muitas vezes que a mesma técnica, aplicada cedo, entrega um resultado que ela dificilmente alcança quando a lesão já se arrastou por anos. O tempo, aqui, joga a favor de quem trata antes.

Algumas características parecem influenciar diretamente os resultados, e várias delas têm pouco a ver com a articulação em si. A idade biológica pesa — não a do documento, mas a do organismo. Pacientes metabolicamente saudáveis, não fumantes, com bom controle de glicemia e peso, respondem de forma nitidamente melhor. O tabagismo, em especial, é um fator que aprendi a respeitar: ele compromete a cicatrização de um modo que percebo na evolução clínica, independentemente do quão bem o procedimento foi feito. É como se o cigarro apagasse boa parte do estímulo que o PRP acende.

Mas se eu tivesse que apontar o que mais faz diferença na evolução, não hesitaria: o engajamento do paciente no processo de reabilitação. O PRP inicia o reparo, mas quem o consolida é o que vem depois — a fisioterapia, o fortalecimento, a mudança de hábitos. Vejo isso o tempo todo: dois pacientes com lesões parecidas e biologia semelhante evoluem de formas completamente diferentes, e a diferença quase sempre está em quem aderiu ao plano e quem esperou que a injeção resolvesse sozinha. O PRP acende a fagulha; a reabilitação é o que mantém o fogo aceso. Sem ela, o estímulo se dissipa antes de gerar o resultado que poderia.

Existe, sim, um perfil em que percebo resultados mais consistentes — e ele reúne todos esses elementos. É o paciente com uma lesão dentro da indicação, em fase não avançada, biologicamente saudável, que chega à consulta com expectativas realistas e disposto a assumir seu papel no tratamento. Quando esses fatores se somam, o PRP costuma entregar aquilo que promete: menos dor, mais função e uma recuperação que se sustenta. Não é coincidência nem sorte — é o encontro da ferramenta certa com o terreno certo e a pessoa certa.

No fim, a lição que a prática me deu é a mesma que repito em toda consulta: o PRP não trata sozinho. Ele é um bom estímulo biológico, mas quem transforma esse estímulo em resultado é o conjunto — a indicação precisa, o corpo em condições e o paciente que participa. A seringa entrega os fatores de crescimento; o desfecho, construímos juntos.

Quando o PRP pode ter resultado limitado?

O PRP pode apresentar resultado menor em situações como:

  • artrose avançada;
  • perda extensa de cartilagem;
  • grande deformidade no eixo do joelho;
  • rigidez importante;
  • fraqueza muscular acentuada;
  • obesidade importante sem controle de carga;
  • instabilidade ligamentar;
  • lesões com travamento ou bloqueio articular;
  • expectativa de que a aplicação resolva sozinha um problema complexo.

Nesses casos, o médico pode discutir outras alternativas, como reabilitação mais estruturada, controle de peso, infiltrações diferentes, uso de órteses, procedimentos cirúrgicos ou outras estratégias, conforme o diagnóstico.

O PRP substitui fisioterapia, fortalecimento ou perda de peso?

Não. O PRP não substitui o tratamento de base para dor e artrose no joelho.

Mesmo quando a infiltração é indicada, os resultados tendem a depender de um plano mais completo. Para muitos pacientes, esse plano inclui:

  • fortalecimento de quadríceps, glúteos e musculatura posterior;
  • melhora da mobilidade;
  • controle de impacto;
  • ajuste de atividades físicas;
  • perda de peso quando indicada;
  • melhora da mecânica do movimento;
  • controle de doenças metabólicas;
  • educação sobre dor e progressão de carga.

O PRP costuma ser usado como uma terapia complementar, e não como o único tratamento.

Esse ponto é importante porque muitos pacientes procuram o PRP esperando uma solução rápida. Em boa parte dos casos, a infiltração pode ajudar no controle dos sintomas, mas a melhora sustentada depende também da reabilitação e dos hábitos que reduzem sobrecarga no joelho.

Erros e expectativas que vejo com frequência

Algumas dúvidas se repetem no consultório com uma regularidade que já esperava — e respondê-las com clareza faz parte do tratamento. Reuni aqui as mais comuns quando o assunto é PRP.

“Uma aplicação resolve definitivamente o problema?”

Não — e aqui há dois equívocos a desfazer. O primeiro é o “definitivamente”: nenhum tratamento médico, biológico ou não, dura para sempre ou tem 100% de eficácia. A artrose e boa parte das lesões que tratamos são condições crônicas; o que fazemos é modificar seu curso e controlar os sintomas pelo maior tempo possível. O segundo é o “uma aplicação”: o PRP costuma trabalhar em um protocolo, com um número de aplicações definido conforme o caso, e o efeito se constrói ao longo de semanas — não de um dia para o outro. Quem espera alívio imediato de uma única picada tende a se frustrar não porque o tratamento falhou, mas porque a expectativa estava desalinhada.

“Depois do PRP não preciso mais fazer fisioterapia?”

Pelo contrário — a fisioterapia é o que transforma o estímulo em resultado. O PRP inicia o processo de reparo, mas quem o consolida e o sustenta no longo prazo é a reabilitação: o fortalecimento muscular, a recuperação do movimento, a correção dos fatores que levaram à lesão. Abandonar a fisioterapia depois da aplicação é desperdiçar boa parte do potencial do tratamento. Costumo dizer que o PRP acende a fagulha, mas é a reabilitação que mantém o fogo aceso.

“PRP serve para qualquer grau de artrose?”

Não — e esse é justamente um dos pontos em que a seleção do paciente faz toda a diferença. Não por acaso, os sinais mais consistentes de benefício sobre a cartilagem que a ciência observou apareceram em pacientes com artrose em fase inicial a moderada. É nesse estágio que ainda existe tecido com capacidade de responder ao estímulo biológico do PRP. Em articulações muito degeneradas, com perda avançada de cartilagem, sobra pouco a ser estimulado — e ali outras abordagens tendem a entregar mais. Por isso, o grau da artrose não é um detalhe: é um dos fatores que mais influenciam a decisão de indicar, ou não, o procedimento. Quanto mais cedo, mais fértil é o terreno.

“Quanto mais aplicações eu fizer, melhor será o resultado?”

Esse é um mito perigoso, porque parece lógico — mas não é como a biologia funciona. Mais PRP não significa, automaticamente, mais benefício. O organismo tem um ponto de equilíbrio, e o estímulo em excesso não potencializa o reparo indefinidamente; em certas situações, pode até gerar efeitos indesejados, como mais inflamação. O que define um bom resultado não é a quantidade de aplicações, e sim a indicação correta, o preparo adequado do material — inclusive a concentração certa de plaquetas — e um protocolo pensado para aquele caso específico. Em PRP, mais nem sempre é melhor; melhor é o que é certo.
Perguntar é sempre bem-vindo.

Paciente bem informado decide melhor, adere melhor ao tratamento e, no fim, colhe melhores resultados.

Como saber se o PRP é indicado para o meu caso?

A indicação do PRP deve ser feita após avaliação individual. O médico precisa entender de onde vem a dor, qual estrutura está comprometida e qual é o objetivo realista do tratamento.

Durante a avaliação, podem ser considerados:

  • tempo de dor;
  • localização dos sintomas;
  • presença de inchaço;
  • limitação para caminhar, agachar ou subir escadas;
  • exame físico;
  • raio-X;
  • ressonância magnética, quando necessária;
  • grau de artrose;
  • lesões associadas de menisco, ligamentos ou tendões;
  • tratamentos já realizados;
  • medicamentos em uso;
  • histórico de doenças;
  • expectativa do paciente.

O PRP pode ser uma opção em alguns casos, mas não é indicado para todos. A decisão deve ser tomada com base no diagnóstico, nas evidências disponíveis e no equilíbrio entre benefícios esperados, limitações, riscos e custos.

Como é a consulta para decidir pelo PRP

A decisão pelo PRP não nasce de um exame isolado, mas da soma entre o que o paciente relata, o que encontro no exame físico, o que as imagens mostram e — algo particular do PRP — a leitura da capacidade biológica de resposta daquele paciente. É essa convergência que me diz se vale a pena estimular um reparo, ou se o caminho é outro.

No exame físico, começo localizando com precisão de onde vem a dor. Palpo os pontos específicos — a inserção de um tendão na epicondilite, a linha articular do joelho, a musculatura ao redor de uma lesão — porque o PRP é um tratamento de alvo: ele age exatamente onde é depositado. Avalio amplitude de movimento, força, estabilidade e procuro sinais que apontem para a estrutura realmente responsável pelos sintomas. Também separo a dor que vem da lesão que eu trataria daquela que tem outra origem — muscular, neurológica ou irradiada. Essa distinção é decisiva: aplicar PRP no lugar errado é estimular um tecido que não é a fonte do problema.

Entre os exames que analiso, cada indicação pede um olhar. Na artrose de joelho, a radiografia mostra o grau de desgaste e a ressonância detalha o estado da cartilagem, do menisco e do osso subcondral. Nas lesões de menisco e nas tendinopatias, a ressonância e, frequentemente, a ultrassonografia revelam a extensão e a qualidade do tecido lesionado. Na discopatia lombar, a ressonância da coluna é essencial para entender o disco e afastar outras causas de dor. Mais do que confirmar o diagnóstico, esses exames me ajudam a responder à pergunta central do PRP: quanto de tecido viável ainda existe ali para ser estimulado?

Para definir se o problema realmente pode ser tratado com PRP, cruzo três critérios. Primeiro, a indicação: o quadro está entre as situações em que o PRP tem respaldo — ou, se for um uso fora dessas, existe evidência e justificativa para propô-lo caso a caso? Segundo, o estágio: a lesão está numa fase em que ainda há tecido com capacidade de resposta, ou já avançou demais? Terceiro, a origem da dor: ela nasce mesmo da estrutura que o PRP trataria? Só quando essas três respostas se alinham é que o PRP entra como uma opção concreta. Imagem alterada, por si só, não é indicação — trato o paciente, não o exame.

E o que me faz acreditar que o paciente pode ou não se beneficiar vai além da lesão: passa pela biologia dele. Como o PRP trabalha com o poder de cicatrização do próprio corpo, avalio fatores que influenciam essa resposta — idade, controle metabólico, tabagismo, qualidade do sono, nível de atividade física. Um paciente jovem, saudável e ativo, com uma lesão em fase inicial, tem um terreno muito mais fértil do que alguém cuja biologia está remando contra a recuperação. Quando percebo que esses fatores jogam contra, sou honesto: às vezes o passo mais inteligente não é aplicar o PRP de imediato, mas primeiro melhorar o terreno — e depois reavaliar.

Antes de qualquer decisão, reservo um tempo para conversar sobre objetivos e expectativas. Pergunto o que o paciente quer recuperar, explico o que o PRP pode e o que não pode entregar, apresento o protocolo realista — número de aplicações, tempo até a resposta — e reforço o papel indispensável da reabilitação. É também aqui que trabalho a autorresponsabilidade: deixo claro que o PRP é o início de um processo, não um atalho, e que o resultado construímos juntos.

Quando o paciente sai da consulta entendendo não apenas o que será feito, mas por que aquilo faz sentido no seu caso — e o que se espera dele nessa parceria —, a decisão deixa de ser uma prescrição e passa a ser uma escolha compartilhada. É assim que a boa medicina se faz.

Minha filosofia de tratamento com o PRP

Se há uma frase que resume como conduzo os casos, é esta: o PRP não é o tratamento — ele é um estímulo dentro de um tratamento. Entender isso muda completamente a forma como médico e paciente encaram o procedimento, e é o que separa o alívio passageiro do resultado que se sustenta.

Começo pela pergunta que mais escuto: por que PRP, e não outra infiltração? A resposta está no mecanismo. As infiltrações não são todas iguais nem competem entre si — cada uma resolve um problema diferente. O corticoide desliga a inflamação rapidamente, mas não repara nada e, usado em excesso, pode até prejudicar a articulação. O ácido hialurônico e os hidrogéis atuam na mecânica, melhorando a lubrificação ou o amortecimento. O PRP é o único que age por via biológica, buscando estimular o próprio reparo do tecido. Por isso, prefiro o PRP quando o meu objetivo não é apenas silenciar o sintoma, mas tentar modificar o curso do problema — numa artrose inicial que quero tratar pela raiz, numa tendinopatia crônica que não cede, numa lesão que estacionou na recuperação. Quando o que falta é reparo, e não lubrificação ou anti-inflamatório, o PRP é a ferramenta certa.

Mas o PRP quase nunca caminha sozinho. Associo-o à fisioterapia de forma intencional e sequenciada, porque um potencializa o outro. O procedimento cria uma janela biológica favorável — um período em que o tecido está mais receptivo ao reparo e a dor, mais controlada. É exatamente nessa janela que a fisioterapia rende mais: com menos dor, o paciente se move melhor, recupera amplitude e ganha força com mais eficiência. Aplicar o PRP e não aproveitar essa janela é desperdiçar metade do tratamento.

Dentro dessa reabilitação, dou um peso especial ao fortalecimento muscular — e explico o porquê a cada paciente. O PRP pode melhorar o tecido, mas quem protege a articulação ou o tendão no dia a dia é a musculatura ao redor. Um joelho bem sustentado pelo quadríceps distribui melhor a carga e sofre menos; um tendão apoiado por músculos fortes é menos sobrecarregado. Sem esse fortalecimento, o estímulo biológico do PRP se dissipa mais rápido, porque o tecido recém-reparado volta a ser exigido nas mesmas condições que o adoeceram. O músculo é o que preserva o que o PRP conquistou.

Por isso, faço questão de explicar que o PRP faz parte de um plano — nunca uma solução isolada. Costumo usar uma imagem simples com meus pacientes: o PRP acende a fagulha do reparo, mas é o plano inteiro que mantém o fogo aceso. Esse plano inclui o procedimento, sim, mas também a fisioterapia, o fortalecimento, o controle de peso, o sono, a atividade física e o abandono de hábitos que sabotam a cicatrização, como o cigarro. Cada um desses elementos é uma peça; o PRP é uma delas, importante, mas não a única. Quando o paciente entende que ele próprio é parte ativa do tratamento — protagonista, e não espectador —, os resultados melhoram de forma consistente.

No fundo, minha filosofia é a mesma para qualquer terapia regenerativa: escolher a ferramenta certa para o problema certo, aplicá-la no momento certo e inseri-la num plano que trata a pessoa, e não apenas a lesão. O PRP é um recurso valioso quando usado assim — com critério, com honestidade e como parte de algo maior. É essa visão integrada que, na minha experiência, transforma um bom procedimento em um bom resultado.

O que aprendi com a experiência

Depois de muitos anos usando o PRP no tratamento da dor e das lesões musculoesqueléticas, algumas verdades foram ficando mais nítidas — e boa parte delas não está escrita nos artigos.

A primeira coisa que a experiência me ensinou é que o PRP é tão bom quanto a seleção do paciente. No entusiasmo inicial com qualquer terapia regenerativa, existe a tentação de enxergá-la como resposta para tudo. Aprendi o contrário: o PRP se tornou mais valioso na minha prática à medida que passei a indicá-lo com mais critério — para menos pessoas, mas para as pessoas certas. Os resultados que mais me marcaram nunca vieram de aplicar PRP em todo mundo, e sim de reconhecer, antes da agulha, quem realmente tinha um reparo adormecido para despertar. Um “não” honesto, hoje, faz parte da minha melhor medicina tanto quanto um “sim” bem indicado.

O que mais mudou na minha forma de indicar o PRP foi entender que o resultado começa a ser decidido muito antes da aplicação. No início, é natural focar quase toda a atenção na técnica — na concentração, no preparo, no ponto exato da infiltração. Com o tempo, percebi que a técnica é necessária, mas não suficiente. Dois pacientes com lesões parecidas e procedimentos idênticos podem evoluir de formas completamente diferentes, e a diferença raramente está na seringa. Está na biologia de cada um e no quanto se engajam no que vem depois. Passei a investir tanto tempo preparando o paciente quanto preparando o material.

Há também uma percepção prática que a literatura captura mal: o estilo de vida fala mais alto que o protocolo. Os estudos medem doses, número de aplicações, tipos de PRP — e tudo isso importa. Mas na prática eu vejo, repetidamente, o tabagismo, a alimentação inadequada, o sono ruim e o sedentarismo apagarem boa parte do estímulo que o PRP acende, independentemente de quão bem o procedimento foi feito. Cheguei ao ponto de conversar sobre esses hábitos antes de propor a aplicação, porque aprendi que, muitas vezes, melhorar o terreno rende mais do que qualquer refinamento da técnica. Essa é uma conversa que os artigos não ensinam a ter, mas que decide desfechos.

Por fim, aprendi que gerenciar expectativas é, em si, um ato terapêutico — talvez ainda mais com o PRP, cercado que ele é de promessas exageradas. Um paciente que entende o que esperar, que sabe que o efeito se constrói em semanas e que ele próprio tem um papel a cumprir, sofre menos, adere mais e se frustra menos. A honestidade — inclusive sobre os limites do que o PRP pode fazer — nunca afastou meus pacientes; ao contrário, foi o que construiu a confiança que sustenta todo o tratamento. Se eu pudesse resumir o aprendizado mais importante de todos, seria este: a melhor medicina não é a que promete mais, mas a que entrega o que promete.

Considerações finais

O PRP no joelho é uma opção biológica/infiltrativa que pode ser considerada em pacientes selecionados, especialmente em quadros de artrose leve a moderada e algumas condições tendíneas. Seu principal objetivo é ajudar no controle da dor, da inflamação e da função, não prometer cura ou regeneração da cartilagem.

Os estudos sobre PRP são promissores em algumas situações, mas ainda há variação entre protocolos, tipos de preparo e perfis de pacientes. Por isso, o tratamento deve ser indicado com critério e dentro de uma estratégia mais ampla, que pode incluir fisioterapia, fortalecimento, controle de carga, ajustes de atividade e acompanhamento médico.

Para saber se o PRP faz sentido em um caso específico, o mais importante é uma avaliação individual do joelho, dos exames e dos objetivos do paciente.

 

Fontes utilizadas:

https://orthoinfo.aaos.org/en/treatment/platelet-rich-plasma-prp/
https://www.hss.edu/health-library/conditions-and-treatments/list/prp-injections
https://www.hopkinsmedicine.org/health/treatment-tests-and-therapies/plateletrich-plasma-prp-treatment
https://www.mayoclinic.org/medical-professionals/physical-medicine-rehabilitation/news/analyzing-the-performance-of-platelet-rich-plasma-and-bone-marrow-aspirate-concentrate-injections-for-the-treatment-of-knee-osteoarthritis/mqc-20578651
https://www.arthritis.org/health-wellness/treatment/treatment-plan/disease-management/joint-injections-for-arthritis-pain
https://my.clevelandclinic.org/health/treatments/platelet-rich-plasma-prp-injection
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/knee-pain/diagnosis-treatment/drc-20350855

Alkhelaifi K. et al. The role of Platelet-Rich Plasma (PRP) intraarticular injections in restoring articular cartilage of osteoarthritic knees. A systematic review and meta-analysis. 2022. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9718182/

Chu J. et al. Leukocyte-Poor Platelet-Rich Plasma Injections Improve Cartilage T1ρ and T2 and Patient-Reported Outcomes in Mild-to-Moderate Knee Osteoarthritis. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10300591/

Platelet-rich plasma in cartilage repair: biological mechanisms and clinical perspectives. Frontiers in Sports and Active Living, 2026. https://www.frontiersin.org/journals/sports-and-active-living/articles/10.3389/fspor.2026.1785754/full

O Autor

Dr. Otávio Melo é médico ortopedista especialista em joelho na cidade de Belo Horizonte. Com uma abordagem que integra tratamentos inovadores e tecnológicos para a saúde ortopédica, atua na prevenção e tratamento de lesões.

Buscando sempre soluções menos invasivas e focadas na recuperação completa dos pacientes, sua experiência em medicina regenerativa é um diferencial para quem busca resultados duradouros.

Curriculum Resumido

  • Medicina – Faculdade de Ciências Médicas – Belo Horizonte – MG
  • Especialização em Cirurgia do Joelho – Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho
  • Pós Graduação – Dr. Lair Ribeiro
  • Mestrado em Medicina – Santa Casa de Belo Horizonte
  • Doutorado em Saúde Baseada em Evidências (Creditos) – UNIFESP 
  • Medicina Funcional Integrativa – Dr. Victor Sorrentino
  • Clínica da Dor – Hospital das Clínicas da UFMG
  • Medicina Regenerativa – UNICAMP
  • Fellowship em Cirurgia do Joelho – Hôpital de La Croix Rousse – Lyon – França
  • Residência em Ortopedia e Traumatologia – SBOT/MEC – Brasília-DF
  • Técnico em Química – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
  • SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • SBRATE – Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte
  • SBMEE – Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e Exercício
  • SBCJ – Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho
  • SMBTOC – Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque
  • SBPML – Sociedade Brasileira de Perícias Médicas e Medicina Legal
  • ESSKA – European Society of Sports Traumatology, Knee Surgery and Arthroscopy
  • ISAKOS – International Society of Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine
  • ICRS – International Cartilage Repair Society
  • AAOS – American Academy of Orthopaedic Surgeons
  • ABOOM – Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo
  • ABPMR – Associação Brasileira de Pesquisa em Medicina Regenerativa
  • SBRET – Sociedade Brasileirta de Regeneração Tecidual
  • SBLMC – Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia
  • ABUM – Associação Brasileira de Ultrassonografia Musculoesquelética
  • CEO do Instituto Regenius
  • Médico Ortopedista 
  • Segundo-Tenente Médico do Exército Brasileiro (R/2)
  • Ex-Professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Ex-Professor da Faculdade de Ciências Médias de Minas Gerais (CMMG) – Belo Horizonte / MG
  • Ex-Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB)
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