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Fonte : Site da Revista Veja - 14/01/2015 11:32h

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso terapêutico do canabidiol no Brasil.  O composto que fazia parte da lista de substâncias proibidas pela agência é considerado da categoria C1, de uso terapêutico permitido.

 

A mudança na classificação do canabidiol foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Anvisa, em reunião realizada em Brasília.

Segundo a agência, a decisão "abre caminho para pesquisa mais ampla, com vista a desenvolver medicamentos com esta substância no país".

 

O canabidiol é um dos 480 compostos da maconha. Extraído do caule e das folhas da planta, a substância não é psicoativa nem tóxica. O que promove o efeito alucinógeno é o tetraidrocanabinol (THC), substrato da resina e da flor da Cannabis sativa. É ele o responsável pela alteração de raciocínio, lapsos de memória, perda cognitiva e dependência.

 

Apesar da exclusão do canabidiol da lista de substâncias proibidas no Brasil, o processo para importar produtos à base do composto em associação a outras substâncias derivadas da maconha permanece o mesmo e exige uma autorização excepcional, acompanhada por prescrição, e relatório médico detalhado.

 

Efeitos :  Estudos consistentes têm demonstrado o potencial da substância em diminuir a intensidade da dor e frequencia de crises convulsivas em pacientes com doenças neurológicas graves que não respondem ao tratamento convencional.  Outras pesquisas apontam que a substância também pode ajudar pessoas com doenças como Parkinson, esquizofrenia, insônia e ansiedade.

 

Nos Estados Unidos, o composto já é liberado em praticamente todos os estados, como suplemento alimentar. Sob a forma de pasta, cristais, spray ou gotas, o canabidiol é vendido em farmácias de manipulação ou diretamente com fabricantes. São os próprios produtores que controlam a qualidade de seus produtos. Todos, porém, têm de seguir a regra de não ultrapassar a quantidade de 0,6% de THC nos produtos com canabidiol, de modo a não oferecer riscos ao paciente.

 

Não se deve utilizar medicamentos sem a avaliação médica e prescrição por um profissional devidamente especializado. 

Em caso de dúvidas, sempre consulte um médico ortopedista especialista em dor. 

 

 

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12 doenças que o canabidiol pode aliviar os sintomas

 
Fonte: Hype Science.
 

Aqui, no Cannabidiol Brasil, já contamos diversas histórias de pacientes que se tratam com Cannabis medicinal. Hoje, você vai ver uma seleção de 12 doenças que o uso do CBD proporciona uma melhora e alívio dos sintomas. Saiba mais sobre o uso do canabidiol no tratamento de doenças e na medicina em geral.

 

1) Dor crônica, espasmos musculares e esclerose múltipla

Há evidências de que a Cannabis trata de forma eficaz a dor crônica, segundo o relatório das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos. Eles, inclusive, afirmam que este é o motivo mais comum pelo qual as pessoas pedem autorização para o uso medicinal.

A substância pode ajudar com espasmos musculares relacionados à esclerose múltipla; outros tipos também respondem ao tratamento. Espasmos de diafragma, por exemplo, podem ser tratados com Cannabis.

2) Glaucoma

O glaucoma é uma doença que aumenta a pressão no globo ocular, que causa danos no nervo óptico e perda de visão. O uso de Cannabis diminui essa pressão, mas não é ainda comprovado como um tratamento a longo prazo.

3) Epilepsia

O CBD tem sido uma importante alternativa aos pacientes que possuem crises epiléticas e não conseguem tratá-las com procedimentos comuns.

4) Síndrome de Dravet

A doença causa convulsões e atrasos de desenvolvimento severos. Para a sociedade médica, o canabidiol interage com as células cerebrais para silenciar a atividade excessiva que causa essas convulsões.

5) Câncer e quimioterapia

Pesquisadores do California Pacific Medical Center, nos Estados Unidos, afirmam que o CBD pode ajudar a evitar que o câncer se espalhe. Existem também diversos fármacos canabinóides que utilizam THC com o propósito de reduzir os efeitos da quimioterapia, como dores, náuseas e falta de apetite.

6) Mal de Alzheimer

Em estudo da revista Molecular Pharmaceutics, dados confirmam que a Cannabis diminui a progressão do mal de Alzheimer e que o THC desacelera a formação de placas amilóides, bloqueando a enzima no cérebro que as produz. São essas placas que estão associadas ao Alzheimer.

A combinação de CBD e THC também pareceu preservar a memória em testes de laboratório em ratos com a doença.

7) Doenças inflamatórias intestinais

Alguns estudos sugerem que pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como a de Crohn e colite ulcerativa, podem se beneficiar do uso da Cannabis. A substância interage com células do corpo que desempenham um papel importante na função intestinal e nas respostas imunes.

8) Artrite

A artrite reumatóide, por exemplo, causa dor e inflamação ? sintomas que o CBD proporciona alívio. Estudos apontam que pacientes, que utilizaram o medicamento por duas semanas, tiveram uma redução significativa na dor e melhora sua qualidade do sono, em comparação com pacientes que usaram placebo.

9) Obesidade

O CBD reduz a pressão sanguínea, um dos sintomas mais comuns em pessoas acima do peso. No tratamento, o uso da Cannabis medicinal colabora para aumentar o metabolismo e a quebra de gordura. Veja mais.

10) Mal de Parkinson

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em São José do Rio Preto (SP), o canabidiol melhora em 90% os sintomas da doença ? reduzindo significativamente os tremores e aumentando as habilidades motoras dos pacientes.

11) Estresse pós-traumático

O transtorno pós-traumático pode ser aliviado com os benefícios do CBD. Isso porque, os canabinóides regulam o sistema que causa medo e ansiedade no corpo e no cérebro.

12) AVC

Em testes, ratos e macacos tiveram melhora no seu quadro de AVC quando usaram canabidiol. Segundo pesquisas da Universidade de Nottingham, a substância ajuda a proteger o cérebro dos danos causados pelo trauma.

 

Fonte: Hype Science.

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Pacientes estão pedindo uso medicinal da maconha, dizem médicos

Segundo eles, o pedido, que vem crescendo, é influenciado pelos avanços científicos

Por O Dia

 
Anvisa já autoriza pedidos para importação de óleos e medicamentos à base principalmente de canabidiol, substrato da maconha mais comum na produção de medicamentos
 
Anvisa já autoriza pedidos para importação de óleos e medicamentos à base principalmente de canabidiol, substrato da maconha mais comum na produção de medicamentos - 
Pacientes que não estão obtendo avanços com tratamentos tradicionais se interessam, cada vez mais, pelo uso medicinal da maconha. Essa percepção é compartilhada por diversos médicos reunidos neste fim de semana, no Rio de Janeiro, para a segunda edição do Seminário Internacional "Cannabis Medicinal, um Olhar para o Futuro".
 
Segundo eles, o pedido, que vem crescendo, é influenciado pelos avanços científicos, pela cobertura da mídia e pela possibilidade de liberação do cultivo para fins medicinais, tema de uma consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Não há dúvidas de que a demanda continuará crescendo cada vez mais. Precisamos estar preparados para atendê-la", disse o neurologista Eduardo Faveret, diretor do Centro de Epilepsia do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer.
Desde 2015, a Anvisa autoriza a prescrição médica da cannabis. O que dificulta é que como a comercialização proibida no Brasil, os medicamentos precisam ser importados. Com a receita médica, o paciente precisa assinar um termo de responsabilidade e aguardar a autorização da Anvisa. 
 

 

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Pacientes têm mais interesse em tratamentos com cannabis, dizem médicos

Apesar da Anvisa autorizar a prescrição médica da cannabis, muitos pacientes encontram dificuldades para obtê-la

Por AGÊNCIA BRASIL
29/06/19 - 18h37
 
maconha
Desde 2015, a Anvisa autoriza a prescrição médica da cannabis
Foto: Robyn Beck / AFP
 
 

Pacientes com diversos diagnósticos que não estão obtendo avanços com tratamentos tradicionais se interessam, cada vez mais, pelo uso medicinal da maconha. Essa percepção é compartilhada por diversos médicos reunidos neste fim de semana, no Rio de Janeiro, para a segunda edição do Seminário Internacional "Cannabis Medicinal, um Olhar para o Futuro".

 

Segundo eles, a demanda crescente é influenciada pelos avanços científicos, pela cobertura da mídia e pela possibilidade de liberação do cultivo para fins medicinais, tema de uma consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Não há dúvidas de que a demanda continuará crescendo cada vez mais. Precisamos estar preparados para atendê-la", disse o neurologista Eduardo Faveret, diretor do Centro de Epilepsia do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, unidade vinculada ao governo do Rio de Janeiro.

 

Desde 2015, a Anvisa autoriza a prescrição médica da cannabis. A dificuldade fica por conta da obtenção do produto. Com a comercialização proibida no Brasil, os medicamentos precisam ser importados. De posse da receita médica, o paciente precisa assinar um termo de responsabilidade e aguardar a autorização da Anvisa. A importação por empresas, para distribuição no Brasil, é vetada. A autorização é concedida de forma individual para cada paciente.

 

A exceção é o Mevatyl, também conhecido como Sativex, que foi aprovado pela Anvisa e chegou nas farmácias do país no ano passado. Ele tem sido indicado, por exemplo, para alguns pacientes com esclerose múltipla, doença na qual ocorre a inflamação e destruição da mielina, camada protetora das células nervosas.

 

Segundo a Fioruz, existem hoje no Brasil mais de 8 mil pacientes autorizados a importar remédio à base de cannabis para diversos tipos de doenças. Desde o aval da Anvisa, em 2015, o ortopedista calcula ter prescrito esses medicamentos para mais de 300 pessoas. "Uns 150 seguiram os procedimentos para obter autorização de importação e conseguiram efetivamente o produto. E desses, metade conseguiu alívio significativo da dor e continua utilizando. Hoje faço cerca de 120 consultas semanais. Em 10 delas, em média, eu indico a cannabis. Continuo fazendo cirurgias, continuo prescrevendo remédios tradicionais. A cannabis entra como mais um arsenal terapêutico, sobretudo para os casos que não respondem às terapias tradicionais", disse.

 

 

O Seminário Internacional "Cannabis Medicinal, um Olhar para o Futuro", que ocorre até amanhã (30), no Instituto Europeu de Design (IED), é fruto de uma parceria entre a Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde. A iniciativa também conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

Além dos médicos e pesquisadores brasileiros, estão reunidos no evento especialistas do Chile, da Espanha, da Argentina, da Colômbia, do Peru e do Panamá. Eles discutem as evidências dos benefícios para pacientes com câncer, epilepsia, dores crônicas, alzheimer, esclerose múltipla, entre outros. Substâncias como o canabidiol e o tetraidrocanabinol (THC) já possuem reconhecidos efeitos ansiolíticos, antidepressivos e anti-inflamatórios.

 

"Essas são as duas substâncias mais estudadas clinicamente. Mas há outras. Há um arsenal terapêutico de canabinoides e terpenos. E isso varia de planta para planta. Tem cannabis que é rica em canabidiol, outras em THC. A genética da planta interfere no tipo de óleo que ela vai oferecer. Aqui no Brasil, as que se cultivam são geralmente mais ricas em THC. O THC tem várias aplicações terapêuticas. Mas tem que ter um controle da dosagem, acompanhamento, observar a questão de idade", alertou Feveret.

 

Ele destaca avanços na neurologia e na oncologia. "Já há pesquisas clínicas em fase 2 revelando uma melhora muito grande para pacientes com glioblastoma multiforme, o tipo mais grave do câncer cerebral. A cannabis aumentou bastante a sobrevida média, melhorou a qualidade de vida", disse. O neurologista também cita investigações que apontaram melhores resultados de radioterapia quando o tratamento é associado ao uso da maconha.

 

As substâncias podem servir de base para pomadas, chás, óleos, manteigas. Fumar também tem efeitos terapêuticos, mas médicos afirmam que o efeito tem menor duração. A forma de uso deve ser definida na prescrição, considerando diversos fatores como o problema a ser tratado, a idade e a condição física do paciente

 

Pacientes e familiares de pacientes com os mais variados diagnósticos também participam do seminário. "Eles são muito ativos nos eventos científicos, formam associações, acolhem outros pacientes e seus familiares. É um processo em que há muita cidadania envolvida e muita consciência, disse Feveret.

Vendo desde 2013 a cannabis melhorar a qualidade de vida de sua filha com epilepsia, a advogada Margarete Brito é uma das principais mobilizadoras da sociedade civil do Rio de Janeiro em torno do assunto. Coordenadora da Apepi, que organiza o seminário junto com a Fiocruz, ela já ganhou prêmios internacionais e teve sua história relatada no Documentário ?Ilegal ? A vida não espera?.

 

"Hoje a possibilidade que tem para os pacientes é basicamente os importados, que acabam tendo alto custo. Um paciente gasta, no mínimo, R$ 1,5 mil por mês. Para conseguir fazer essa importação do remédio, além de ser caro, é muito demorado e burocrático. Mesmo seguindo todo o procedimento, às vezes ainda fica parado na alfândega. Enfim, é muito complicado. Esse é o motivo de estarmos nessa luta", explicou.

 

Ela acredita que a realidade possa melhorar com uma regulamentação do cultivo para fins medicinais. Alguns pacientes conseguem aval da Justiça para plantar individualmente. Em 2017, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), entidade sediada em João Pessoa, obteve judicialmente o direito de produzir óleos a partir da maconha para tratamento de pacientes associados. É a única entidade no país hoje com autorização para o cultivo coletivo. Há duas semanas, a Apepi moveu uma ação com a expectativa de obter o mesmo direito da Abrace.

 

Ao mesmo tempo, uma consulta pública da Anvisa sobre o tema está aberta até o dia 19 de agosto e qualquer cidadão ou instituição pode opinar.

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